Blog PELEJAS
em 17/11/2011

As histórias em quadrinhos que relatam a saga de heróis como Super Homem, Batman, Aquaman e Homem Aranha na busca da justiça e da paz, nunca mostram, apesar de batalhas homéricas travadas contra diversos inimigos poderosos, que eles tenham saídos feridos ou mortos. Alguns dizem inclusive, que eles não morrem!!!


Mas, infelizmente, a vida real é bem distinta da ficção, e dias atrás isso pode ser comprovado. Diferente da maioria dos super heróis, talvez por isso com final mais doloroso, Ézio Leal Moraes Filho, mais conhecido como “Super Ézio”, apelido que ganhou do cronista Januário de Oliveira, e que utilizava apenas a bola como arma para derrotar os adversários, faleceu após ser tomado por um câncer de pâncreas.


Centroavante do Fluminense em uma época complicada do time das Laranjeiras, quando bons jogadores eram raros na equipe, Ézio sempre marcou. Foram 119 gols em 237 jogos com a camisa tricolor (de 1991 a 1995), e com isso, ganhou o respeito dos torcedores do Flu. Além de goleador, o super herói também era, segundo alguns companheiros da época de jogador, uma pessoa muito profissional, bastante companheiro e amigo.


Pela personalidade simples e carismática, além do apelido que o consagrou, Ézio passou a ser um jogador bastante conhecido e querido por todas as torcidas. Além do Fluminense, defendeu ainda Bangu, onde iniciou a carreira, Portuguesa-SP, Atlético Mineiro, Olaria, Rio Branco – ES e Inter de Limeira, porém sem tanto sucesso como no tricolor.


Uma das lembranças que tenho do super Ézio, e que infelizmente acabaram não se concretizando, é que antes de defender o Galo de Minas, notícias davam conta de que ele estava negociando para defender o Corinthians. O negócio acabou não acontecendo, e ninguém à época acabou conseguindo dizer o real motivo para que a equipe de Parque São Jorge, ávida por um super herói (leia-se goleador), não selasse o acordo com o atacante.


Anos depois, já com a carreira encerrada, Ézio deu uma longa entrevista, só não me lembro para que veículo de comunicação, relatando os longos anos em que correu atrás da bola, seus gols, virtudes, erros, frustrações e alegrias. Foi quando o repórter perguntou a ele sobre sua saída do Fluminense e o acerto com o Atlético Mineiro. Entre os dois, ele comentou, com um ar um pouco resignado, sobre o Corinthians, e que não havia jogado com a camisa alvinegra, pois Eduardo Amorim, técnico corinthiano da época, o vetou, dizendo que Ézio não tinha o perfil de atacante que o time precisava.


Sem dúvida, são lembranças e histórias que fazem do futebol, o esporte mais apaixonante do planeta. Mas, com certeza, após essa entrevista, passei a gostar ainda mais do “Super Ézio”, que transformava a dor e angústia de um placar adverso, em alegria e êxtase por mais uma vitória, utilizando apenas sua arma preferida, a pelota, para fazer justiça e provar a todos os torcedores que um Super Herói não morre jamais!!!

por: Fred Paredes

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