Blog PELEJAS
em 03/04/2012

Em 3 de abril de 1942 nascia Ademir da Guia, maior craque da história do Palmeiras, e um dos melhores do Brasil em todos os tempos.

Como homenagem aos 70 anos do Divino, reproduzimos um texto do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto.

ADEMIR DA GUIA POR JOÃO CABRAL DE MELO NETO


Ademir impõe com seu jogo
o ritmo do chumbo (e o peso),
da lesma, da câmara lenta,
do homem dentro do pesadelo.

Ritmo líquido se infiltrando
no adversário, grosso, de dentro,
impondo-lhe o que ele deseja,
mandando nele, apodrecendo-o

Ritmo morno, de andar na areia,
de água doente de alagados,
entorpecendo e então atando
o mais irrequieto adversário.

por: Equipe Pelejas.com

em 27/04/2011

No dia 27 de abril de 1940, com a presença do então presidente da República, Getúlio Vargas, do interventor, Adhemar de Barros e do prefeito Prestes Maia foi inaugurado o Estádio Municipal de São Paulo, o Pacaembu. Mais tarde, em 1961, ganhou o nome de Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, em homenagem ao homem que comandou, em 1958, a delegação brasileira no mundial de futebol na Suécia.


Na época era considerado o maior e mais moderno estádio da América do sul, com capacidade para 70 mil pessoas. Depois de passar por uma ampliação de mais 15 mil novos lugares, cedeu espaço também para apresentações culturais. O Pacaembu é considerado um dos estádios mais completos, com instalações para a prática de quase todos os esportes olímpicos: futebol, natação, boxe, vôlei, basquete, handebol, futebol de salão, tênis e atletismo, além de sediar apresentações coletivas de ginástica e dança. 

O primeiro jogo a ser realizado no Pacaembu foi entre Palmeiras, na época Palestra Itália, e o Coritiba, em 28 de abril de 1940, que terminou com vitória palestrina por 6 a 2. Em seguida jogaram as equipes do Corinthians e do Atlético Mineiro, em partidas válidas pela Taça Cidade de São Paulo. O primeiro campeão no Pacaembu foi o Palestra Itália, que venceu a Taça Cidade de São Paulo ao derrotar o Corinthians por 2 a 1, em 5 de maio de 1940. O Pacaembu logo tornou-se o principal palco esportivo da cidade de São Paulo a sediar grandes jogos do Campeonato Paulista e outros eventos, tais como os Jogos Pan-Americanos de 1963. A maior goleada vista no estádio aconteceu em 1945, quando o São Paulo Futebol Clube venceu o Jabaquara da cidade de Santos por 12 x 1.


 A torcida corintiana considera o Pacaembu como sua casa, sendo o Corinthians o time que mais atuou no estádio, superando o seu arquirival Palmeiras. Na história o clube alvinegro realizou 1620 partidas nesse estádio. Obteve 914 vitórias, 387 empates e 319 derrotas. O Pacaembu ainda foi palco da Copa de 1950, sediando a peleja entre Brasil x Suíça, que terminou empatada em 2 a 2, além de ter sido o estádio a sediar a última partida de Pelé pela Seleção Brasileira de Masters, em 1987.

 

A história do Pacaembu através de depoimentos:

(Elaborado para o aniversário de 70 anos do estádio, em 2010)

por: Equipe PELEJAS

em 10/04/2011

 

Roberto Carlos da Silva nasceu no dia 10 de abril de 1973, em uma fazenda de café, em Garça, interior de São Paulo. Seu primeiro presente foi uma bola de futebol e desde então seu nome nunca mais foi o mesmo, principalmente por sua principal característica, o chute forte. Seu primeiro time foi o União São João de Araras, na posição de lateral-esquerdo, e desse mesmo time foi convocado para Seleção Brasileira Sub-20 com apenas 16 anos.

Aos 18 anos foi contratado pelo Palmeiras, onde conquista títulos importantes como os campeonatos Paulista e Brasileiro (1993 e 1994) e duas Bolas de Prata da Revista Placar. Seu nome ficou conhecido e chamou atenção para a Europa. Foi então que em 1995 foi transferido para a Inter de Milão, sendo eleito o melhor lateral-esquerdo do Campeonato Italiano. Logo, o poderoso Real Madrid da Espanha levou Roberto Carlos para brilhar por 11 anos, conquistando grandes títulos: Campeonatos Espanhóis de 1997, 2001, 2003 e 2007 e UEFA Champions League de 1998, 2000 e 2002. No ano de 2007 ele deixa a Espanha para jogar pelo time turco Fenerbahçe, onde foi comandado por Zico.

 

Em 2002 junto a Seleção Brasileira conquistou a Copa do Mundo, e ao longo da carreira na Seleção atuou em 125 jogos e marcou 11 gols, em 14 anos com a camisa amarelinha,  transformando-se no jogador com o maior número de vitórias pela seleção. Roberto Carlos foi escolhido pela FIFA em 1997 o segundo melhor jogador do mundo. Em março de 2004, foi apontado por Pelé como um dos 100 maiores jogadores vivos, na lista denominada FIFA 100.

Roberto Carlos voltou em grande estilo para o Brasil, em 2010, para atuar no Corinthians. Não era o seu time do coração, o Santos, mas foi recebido por mais de 6 mil torcedores do Timão. Atualmente joga no Anzhi Makhachkala, da Rússia.

 

Números e estatísticas de Roberto Carlos

União São João de Araras

Gols: 10

Partidas: 33

Palmeiras

Gols: 17

Partidas: 183

Internazionale de Milão

Gols: 7

Partidas: 34

Real Madrid

Gols: 71

Partidas: 584

Fenerbahçe

Gols: 10

Partidas: 81

Corinthians

Gols: 5

Partidas: 64

Seleção Brasileira

Títulos

Torneio Pré-Olímpico-1996

Bronze nos jogos olímpicos - 1996

Copa América - 1997 e 1999

Copa das Confederações - 1997

Copa do Mundo - 2002

 Números

Partidas: 125

Gols: 11

 

 

por: Equipe PELEJAS

em 03/04/2011

Hoje é aniversário de  Ademir da Guia, maior ídolo da história do Palmeiras, onde foi titular absoluto por quase dezessete anos. É considerado um dos melhores jogadores do futebol brasileiro de todos os tempos. Pela classe com que jogava herdou o apelido de seu pai, Domingos da Guia, um dos maiores zagueiros do futebol mundial em todos os tempos, e passou a ser chamado de "Divino".

Nasceu no Rio de Janeiro, em 3 de abril de 1942.

 

Alto e esguio, Ademir chegou a jogar como centroavante no início da carreira, mas sempre preferiu o meio-de-campo. Chegou em São Paulo em 1961 contratado junto ao Bangu-RJ, clube que o revelou para o futebol.


 

 

No seu DNA de craque, além da influência do seu pai famoso, encontramos a do seu tio, Ladislau da Guia, o maior artilheiro da história do Bangu, com 215 gols.

Formou o famoso meio-de-campo Dudu & Ademir, base das duas Academias do Palmeiras nas décadas de 1960 e 1970.

 Dudu e Ademir


 

A Academia da década de 1970: Eurico, Leão, Dudu, Luís Pereira, Alfredo, Zeca, Edu, Leivinha, César, ADEMIR DA GUIA e Nei.

 

Ademir é tido como um dos craques mais injustiçados da história do futebol brasileiro, pois durante toda a sua brilhante e longa carreira, foi convocado apenas 14 vezes para a Seleção, e disputou apenas uma partida de  Copa do Mundo, em 1974, quando o Brasil já estava desclassificado, na disputa pelo 3º lugar contra a Polônia. Sobre isso o ex-jogador Sócrates declarou: “Ele foi o maior dos injustiçados.”

Parabéns Divino Ademir da Guia. Feliz aniversário.

Obrigado. Quem agradece é o futebol.

 

Algumas frase sobre Ademir da Guia:

“Nome, sobrenome e futebol de craque.” (Armando Nogueira)

"A gente brincava de 'bobinho' nos treinos e tentava fazer o Ademir ir para o meio. Todo mundo tocava para ele com efeito, mas não tinha jeito. Do jeito que a bola viesse ele dominava. Eu não me lembro de uma única vez em que o Ademir tenha ido para o meio da roda."  (Leivinha, ex-jogador, jogou com Ademir no Palmeiras)

"O preço que vocês pagaram, não é o que vale só uma das pernas dele!" (Freitas Solich, técnico do Flamengo, em 1961, dirigindo-se a um dos diretores do Palmeiras, que acabara de comprar Ademir da Guia do Bangu)

 

"Sem Ademir da Guia o Palmeiras é menos Palmeiras." (Rubens Minelli, técnico)

Divino pela própria natureza.” (Raul Prates)

Divino!” (Djalma Santos)

 

A arte e Ademir da Guia:

- Poema “Ademir da Guia” de João Cabral de Melo Neto, Publicado no livro Museu deTudo (1975).que sintetiza o futebol do Divino:

Ademir impõe com seu jogo
O ritmo do chumbo (e o peso)
Da lesma, da câmara lenta,
Do homem dentro do pesadelo
Ritmo líquido se infiltrando
No adversário, grosso, de dentro,
Impondo-lhe o que ele deseja,
Mandando nele,
Apodrecendo-o
Ritmo morno, de andar na areia,
De água doente de alagados,
Entorpecendo e então atando
O mais irrequieto adversário

 

- Filho do Divino

(Música composta por Arnaud Rodrigues e gravada por Moacyr Franco)

 

Obrigado Domingos
Pois que deste ao mundo
Um filho Divino
Dez de ouro de lei
Do quilate mais fino
E assim quis o destino
Que as passadas do pai
O filho fosse o seguidor
Na passada sublime
Seus cabelos de fogo
São fios de vime
Ele é filho do mestre
Do monstro de um time
Que o mundo define
Os verdes campos mundiais
Entre urros e gritos
Humilde rei
E seu nome entre os mitos
Eu cantarei
Força nos pulmões
Vibrem corações
Torçam com os passes
Deste Mágico Divino
Igual ao pai
Porque hoje é domingo
Ele faz o que fez
Em mil outros domingos
Ele pisa na grama
E ela fica sorrindo
E um gol explodindo
Obrigado Domingos
Por nos dar um novo guia.

 

- Livro biográfico “Divino: a vida e a arte de Ademir da Guia” de Kleber Mazziero de Souza, lançado em 2001.

- “Um craque chamado Divino”, filme-documentário lançado em 2006, escrito por Penna Filho e Cláudio Schuster e dirigido por Penna Filho.

- Em 1º. de setembro de 1986 Ademir ganha um busto no estádio Palestra Itália, homenageando o maior camisa 10 da história do clube.


 


 

Números:

Jogos realizados pelo Palmeiras: 900 (recordista)
Vitórias: 511
Empates: 231
Derrotas: 158

153 gols marcados pelo Palmeiras (3º. maior artilheiro da história alviverde)

12 partidas pela seleção

 

Títulos conquistados pelo Divino:

* Campeonato Paulista: 1963, 1966, 1972, 1974 e 1976.
* Torneio Rio-São Paulo: 1965.
* Torneio IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro: 1965.
* Taça Brasil: 1967.
* Torneio Roberto Gomes Pedrosa: 1967 e 1969.
* Troféu Ramón de Carranza (Espanha): 1969, 1974 e 1975.
* Torneio Laudo Natel: 1972.
* Torneio Mar del Plata (Argentina): 1972.
* Campeonato Brasileiro: 1972 e 1973.

 

Veja alguns gols de Ademir da Guia:


por: Ailton Moraes

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